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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A tabuada deve ser entendida ou memorizada?






Na escola de alguns anos atrás, saber a tabuada "na ponta da língua" era ponto de honra para alunos e professores. Poucos educadores ousavam pôr em dúvida a necessidade dessa mecanização.
Na década de 1960, porém, veio a Matemática Moderna e, com ela, algumas tentativas de mudanças aconteceram. Dentre seus aspectos positivos, destacava-se a necessidade da aprendizagem com compreensão. Com isso, vieram as críticas ao ensino tradicional, entre elas a mecanização da tabuada. Assim, diversas escolas aboliram a memorização. O professor que obrigasse seus alunos a decorar a tabuada era considerado retrógrado.
O argumento usado era basicamente que não se deve obrigar o aluno a decorar a tabuada, mas sim criar condições para que ele a compreenda. Os defensores dessa nova tendência argumentavam que, se o aluno entendesse o significado de multiplicações como 2 x 2, 3 x 8, 5 x 7 etc., quando precisasse, saberia chegar ao resultado.
Alguns professores rebatiam essa afirmação alegando que, sem saber a tabuada de cor, o aluno não poderia realizar multiplicações e divisões. Hoje, essa discussão está presente entre nós. Porém, apesar das divergências, uma opinião é unânime: deve-se condenar a mecanização pura e simples da tabuada.
Compreender é fundamental. É inconcebível exigir que os alunos recitem: "duas vezes um, dois; duas vezes dois, quatro;...", sem que tenham entendido o significado do que estão dizendo. Na multiplicação, bem como em todas as outras operações, a noção de número e o sistema de numeração decimal precisam ser construídos e compreendidos.

Memorizar ou entender? Que tal utilizar as duas ações?

Trabalhando com materiais concretos – como papel quadriculado, tampinha de garrafa e palitos –, explorando jogos e situações diversas – como quantos alunos serão necessários para formar dois times de futebol –, os alunos poderão, aos poucos, construir e registrar os fatos fundamentais que compõem a tabuada. Proponha aos estudantes que descubram quanto dá, por exemplo, 8 x 3. Desenvolva com eles quais são as formas que podem levá-los a encontrar a solução para essa situação. Eles podem obter esse resultado através de adições sucessivas. Mas podem também obter 8 x 3 de outro modo. Como 8 = 5 + 3, podem perceber que: 8 x 3 = 5 x 3 + 3 x 3.
Faça-os entender que a multiplicação agiliza o processo de adição e que, se eles souberem a tabuada "de cor", poderão ser mais ágeis ao resolver as operações. Uma vez compreendidos os fatos fundamentais, eles devem ser, aos poucos, memorizados. Para isso, devem-se utilizar jogos variados, como bingo de tabuada, cálculos mentais e todo tipo de jogos que contribuam para a memorização da tabuada. Devemos dizer então que o aluno não deve memorizar mecanicamente a tabuada. Esta memorização deve ser precedida pela compreensão. A ênfase do trabalho deve ser posta na construção dos conceitos.
E para ajudar os alunos a compreender melhor os processos de multiplicação, divisão e a matemática como um todo, sem "decorebas", é que foi criado pelo matemático americano Larry Martinek, o método A+, já utilizado em vários países e que acaba de chegar ao Brasil. O trabalho do A+ está baseado em um método revolucionário, que desenvolve o raciocínio A+ e as habilidades matemáticas de cada aluno individualmente. Busca-se o entendimento através do lúdico, da inspiração e da diversão. É um trabalho inteiramente humanizado. Como resultado, os alunos permanecem engajados no processo educacional e sentem prazer em aprender matemática através do raciocínio e da criatividade.




Andréa Cristina Sória Prieto é Consultora Pedagógica
em Matemática, Pós-Graduada em Psicopedagogia e
Direito Educacional com Graduação em Pedagogia

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

* Uma História de Ninar...


Um dia, bem distante do nosso, a fada das crianças veio com seu reino de mel.
A tarde era ao fim do dia e a vida corria na casa da fazenda.
Havia ainda um filete de luz no céu alaranjado.
Era tempo de outono. Muitos dos meninos não a viram. Estavam perdidos em suas brincadeiras.
Então ela entra pela janela.
Lá, numa rede com desenhos de florezinhas, está Alicia Cristina.
A criança, corpinho trigueiro, olhos presos no que a voz contava... vê a fada!
O sorriso pequeno ilumina-se ante a nova amiguinha.
E Alicia gosta dos cabelos castanhos todo enfeitados com presilhas de borboletas amarelas.
Seu corpo quer pular na alegria dos sapinhos que sua maninha suspendera nos punhos de sua rede ou sair marchando em: tum dum.... tum... dum... taratatá...taratatá... com os soldadinhos do irmão.
Sua boneca Mimi meio enciumada faz um beicinho e fica só a olhar.
Os braços da criança livres na fantasia.
A boquinha faz: dá... dá... dá... mostrando o primeiro dentinho que não a deixava cochilar.
E como a fantasia tem de seus mistérios, a menina já nem ouve o resto da história, pois os olhinhos acabam de fechar.
A avó deita a coberta devagar e sai do quarto pé ante pé...
Tereza Cristina Flordecaju

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